quarta-feira, 16 de maio de 2012

O PEQUENO PRÍNCIPE


Eis algo que pode nos provocar uma sensação muito boa e às vezes até extraordinária: Leitura!


Viajar sem sair do lugar, voar mesmo com os pés no chão. A música e a leitura são duas das principais coisas que sem as quais o homem não suportaria a vida.




Este livro em especial, é muitas vezes o primeiro contato da criança com uma leitura mágica e talvez seja por isso que assim como outros, transpôs gerações e cativa tanto as crianças quanto os adultos.


Vale MUITO a pena ler e ler novamente!




O PEQUENO PRÍNCIPE
(clique sobre a imagem para baixar o livro em PDF)
http://www.4shared.com/office/BYs5p2Mo/o_peqprincipe.html

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Uma tarde de Maio de 1992

Há muito tempo atrás, lembro-me de certo dia, era fim de tarde, céu nublado com prenúncio de temporal, ventos frios, cheiro de chuva, clarões entre espessas nuvens negras. Eu estava caminhando por àquela estrada sem asfalto, ignorando minhas obrigações naquele momento, estava cantando uma canção que trago até hoje comigo e que eu tinha aprendido naquele dia no meu caderno de canções do primário. 

Lembro-me de que naquele momento algo extraordinário me ocorreu, naquele instante simples de minha existência, um simples caminhar descompromissado, cantando, divagando, motivado apenas pela vontade de estar ali.

Um estalo de minha existência fez sentido e essa caminhada iniciada naquele dia está latente em minha mente até hoje, como se eu não pudesse compreender naquele momento o que de fato eu tinha descoberto sobre a vida ou sobre mim mesmo.

Não tive respostas claras de nada naquele fim de tarde, apenas lembro-me daquela caminhada leve, serena e tenho imensa saudades do que senti naquele dia, mesmo que até hoje eu não compreenda bem o que se passou em minha mente durante aqueles passos, consigo vagamente vislumbrar o estalo de uma descoberta existencial experimentada de forma tão simples, mas profunda o suficiente para me fazer sentir que àquela caminhada não acabou naquele dia e que os momentos daqueles passos despertaram internamente em mim um horizonte mágico, de sonhos.  

Às vezes sinto que desviei muito daquele meu caminho, mas qual era mesmo o meu caminho? Não sei, sei que sinto às vezes que deveria estar em outro lugar e quando este sentimento fica crônico, sinto até que deveria estar em outro tempo. Nessas horas me pergunto: "- O que deu errado? Onde foi exatamente que eu me esqueci de quem eu era e assumi o que não sou?". 

O 'eu' daquela tarde nebulosa, parecia saber muito mais sobre mim do que sei hoje, talvez pela inocência natural da juventude, desapegada de padrões e preconceitos eu tenha me enxergado da forma mais pura possível, limitada pelo físico mas ilimitada pelo pensamento, pelos sonhos e aspirações.

Aquele vão momento, que há muito esquecido em minhas lembranças, hoje torna ao meu pensamento e me põe novamente nos trilhos da vida de forma inspiradora. Talvez este seja um recurso tal como uma 'boia salva vidas', que é lançada sempre quando sinto que a vida não está mais 'dando pé' e o afogamento torna-se iminente. Um recurso extraordinário ao qual devo muitas coisas e pelo qual serei eternamente grato àquele garoto, que um dia esqueceu-se do mundo saindo para caminhar e cantar e acabou encontrando talvez o seu maior tesouro: Ele mesmo!